Amigo
(Luis Lagarto)
Sua mão em meus ombros
E olhos que contemplam o mesmo Nada:
Sabemos quem deixamos de ser
E encontramos no tênue sorriso do silêncio
(Ou no vazio de uma palavra qualquer)
Justificativas tão mútuas quanto necessárias.
Identidades em con-fusão
Hoje, duas; amanhã, milhões
E no final, nenhuma:
O mundo é um só, nós não sabemos ser tantos
E, se eu sei quem você é,
É só porque você não me conhece.

